Produtos do CRM: o catálogo que monta a negociação

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Quando cada negociação é montada do zero, duas coisas acontecem: alguém digita "Gestão de redes sociais" de cinco jeitos diferentes, e o preço varia conforme quem preencheu. Nenhuma análise sobrevive a isso.

Os produtos do CRM são o catálogo do que a agência vende. Abra em Comercial › CRM › Produtos.

Um aviso antes de começar

Este catálogo é do CRM e serve para montar negociações. Ele é separado do módulo Produtos e serviços do menu Comercial, que existe para vincular o que foi contratado aos projetos em execução.

  • Produtos do CRM — o que você oferece na negociação, antes de fechar.

  • Produtos e serviços — o que o cliente contratou, dentro do projeto.

São cadastros distintos, com propósitos distintos. Vale saber disso antes de cadastrar tudo duas vezes sem entender por quê.

Cadastrando um produto

  • Nome — como aparece na negociação.

  • Código/SKU — o identificador interno, útil quando o catálogo cresce.

  • Descrição — o detalhamento do que está incluso.

  • Preço unitário e moeda.

  • Unidade — mês, hora, peça, pacote. É o que dá sentido ao preço.

  • Categoria — para agrupar o catálogo.

  • Status — produtos que saíram de linha ficam inativos sem sumir do histórico.

A busca da tela funciona por nome ou código, então vale usar códigos que a equipe consiga lembrar.

Um exemplo de catálogo de agência: Gestão de social media (mês), Criação de peça avulsa (peça), Consultoria estratégica (hora), Setup de campanha (pacote). Com unidade definida, ninguém confunde R$ 3.000 por mês com R$ 3.000 pelo projeto inteiro.

Usando na negociação

Dentro da negociação, na aba Produtos e serviços, você adiciona itens escolhendo do catálogo — o que traz nome e preço prontos — e ajusta o que for específico daquela venda:

  • Quantidade

  • Preço unitário — pode ser ajustado para aquela negociação

  • Desconto (%)

  • Descrição — o detalhamento específico do caso

Também é possível adicionar um item sem vínculo com o catálogo, para aquele escopo sob medida que não se repete.

O ganho está na consistência: seis meses depois, quando você olhar o que a agência mais vende, os dados vão estar agrupados de verdade — e não espalhados em variações de digitação.

Como manter o catálogo útil

  1. Poucos itens bem definidos. Catálogo com sessenta variações não é usado; a pessoa desiste e digita à mão.

  2. Preço de tabela, não de exceção. O preço do catálogo é o ponto de partida; o desconto na negociação registra a exceção — e assim você consegue medir o quanto costuma ceder.

  3. Inative em vez de excluir. Produto excluído leva junto a leitura do histórico.

Como se conecta ao resto

  • Negociações — os itens que compõem o valor da oportunidade.

  • Propostas — o documento comercial enviado ao cliente.

  • Relatórios do CRM — a consistência do catálogo é o que torna a análise possível.

Para onde ir depois

  • Negociações e funil — onde o catálogo é usado.

  • Produtos e serviços — o outro catálogo, o dos projetos.

  • Propostas — o documento que vai ao cliente.


Resumindo: cadastre o que a agência vende com nome, código, preço, unidade e categoria; monte as negociações escolhendo do catálogo e ajustando quantidade e desconto caso a caso; mantenha poucos itens bem definidos e inative em vez de excluir. E não confunda com Produtos e serviços, que é o catálogo dos projetos em execução.

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