Relatório de treinamentos: quem aprendeu e onde a trilha perde gente

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Montar a trilha de treinamento é a parte fácil. Descobrir se alguém assistiu é onde o esforço costuma morrer — e não adianta cobrar no olho, porque todo mundo diz que vai ver "essa semana".

O Relatório de treinamentos mostra o que aconteceu de fato. Abra em Relatórios › Treinamentos.

Os quatro indicadores

Pessoas ativas

Quantas pessoas estão efetivamente consumindo os treinamentos.

Conclusão média

O progresso médio da equipe nas trilhas atribuídas. É o termômetro geral: número baixo pode significar trilha longa demais, conteúdo pouco relevante ou simplesmente falta de tempo reservado para estudar.

Obrigatórias em atraso

O indicador de risco. Treinamento obrigatório costuma existir por um motivo concreto — processo interno, conformidade, ferramenta que a equipe precisa dominar —, e atraso aqui tem consequência prática.

É o número a olhar primeiro, porque é o único da tela que exige ação imediata.

Nunca entraram

As pessoas que sequer abriram o treinamento atribuído.

É diferente de progresso baixo, e a distinção importa: quem começou e parou teve um obstáculo no conteúdo; quem nunca entrou tem um obstáculo antes dele — não sabe que existe, não tem tempo reservado, ou não entendeu que era para valer. As duas situações pedem conversas diferentes.

Por pessoa

Uma linha por membro da equipe, com trilhas atribuídas, concluídas, progresso médio, em atraso e última atividade.

A coluna de última atividade é a mais reveladora do relatório. Progresso de 40% parado há dois meses e progresso de 40% com atividade ontem são situações opostas: a primeira é abandono, a segunda é alguém avançando no próprio ritmo.

Cada linha permite abrir o detalhamento daquela pessoa, para ver trilha a trilha em vez de só a média.

Por trilha

Aqui a análise muda de foco: em vez de avaliar as pessoas, avalia o conteúdo. Cada trilha aparece com pessoas, conclusão e ponto de abandono.

O ponto de abandono

Este é o dado mais valioso do relatório inteiro, e o que raramente existe em outras ferramentas: em qual aula as pessoas costumam parar.

Quando várias pessoas abandonam no mesmo ponto, o problema não é delas — é da aula. Pode ser longa demais, confusa, ou estar posicionada no lugar errado da trilha (conteúdo avançado antes da base).

A leitura é direta: uma trilha com 90% de conclusão está boa; uma com 30% e abandono concentrado na aula 4 tem um problema localizado e corrigível. Refazer uma aula é muito mais barato que refazer a trilha inteira — e é impossível saber qual refazer sem esse dado.

Como usar na prática

  1. Comece pelas obrigatórias em atraso — é o que tem consequência real.

  2. Separe "nunca entrou" de "parou no meio" — são conversas diferentes com pessoas diferentes.

  3. Olhe o ponto de abandono antes de culpar a equipe — se todos param no mesmo lugar, o conteúdo é o problema.

  4. Use a última atividade para distinguir ritmo lento de abandono.

Um uso além da equipe interna

Onboarding de gente nova é onde este relatório mais se paga. Em vez de perguntar "está indo bem?" na primeira semana, você vê onde a pessoa está — e percebe que ela travou na trilha de processos antes que isso vire dúvida repetida no dia a dia.

Como se conecta ao resto

  • Treinamentos — onde as trilhas são criadas e atribuídas.

  • Funcionários — as pessoas acompanhadas aqui.

Para onde ir depois

  • Treinamentos — como montar e atribuir as trilhas.

  • Funcionários — a gestão da equipe.


Resumindo: olhe primeiro as obrigatórias em atraso, que são as que têm consequência. Separe quem nunca entrou de quem parou no meio — são problemas diferentes —, e use a última atividade para não confundir ritmo lento com abandono. Na visão por trilha, o ponto de abandono aponta a aula específica que precisa ser refeita: quando várias pessoas param no mesmo lugar, o problema é do conteúdo, não delas.

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