Financeiro: como o módulo se organiza

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Agência que não controla o financeiro dentro do mesmo sistema em que executa o trabalho descobre tarde demais que um cliente de R$ 3.000 consome R$ 6.000 de equipe. A planilha até registra o que entrou — mas não conversa com as horas apontadas nem com os projetos.

O módulo Financeiro fecha esse ciclo. Este artigo é o mapa: o que cada parte faz e por onde começar. Abra em Financeiro.

A distinção que organiza tudo: transação × fatura de projeto

Ao criar um lançamento você escolhe entre dois tipos, e entender a diferença poupa a maior parte das dúvidas do módulo:

  • Transação — qualquer entrada ou saída de dinheiro. A conta de luz, o pagamento do freelancer, a assinatura de uma ferramenta, uma receita avulsa.

  • Fatura de projeto — a cobrança de um cliente por um trabalho, sempre vinculada a um projeto. Tem número, data de emissão, itens discriminados e condições de pagamento.

Na prática: o boleto da internet do escritório é transação. A mensalidade que a Padaria Pão Quente paga pela gestão de redes é fatura de projeto.

A diferença importa porque a fatura é um documento que vai ao cliente — pode ser enviada por e-mail, aparece no portal dele e gera comprovante quando paga. A transação é registro interno.

Os status

Um lançamento passa por estados que dizem onde ele está no ciclo do dinheiro:

  • Rascunho — ainda em preparação.

  • Aguardando pagamento — a fatura foi enviada ao cliente.

  • Pendente — registrado, dentro do prazo.

  • Parcialmente paga — houve pagamento, mas falta saldo.

  • Paga — quitada.

  • Atrasada — venceu sem pagamento.

  • Cancelada — não vai acontecer.

O Parcialmente paga é o que a planilha não costuma ter, e é justamente o estado mais comum na vida real: o cliente pagou metade, combinou o resto para o mês que vem, e o valor pendente precisa continuar sendo cobrado sem que a fatura inteira volte a constar como não paga.

As peças do módulo

Cada tela responde a uma pergunta diferente:

  • Dashboard — como está o mês.

  • Transações — onde tudo é lançado, tanto entradas quanto saídas e faturas.

  • Fornecedores — para quem a agência paga.

  • Centros de custo — em que área o dinheiro é gasto, com orçamento.

  • Contas — onde o dinheiro está.

  • Transferências — movimentação entre as próprias contas.

  • Extrato — a movimentação de uma conta, linha a linha.

  • Relatórios financeiros — dez análises, de fluxo de caixa a lucratividade por projeto.

O dashboard

A tela de entrada separa o que costuma ser misturado, e essa separação é útil:

Faturas de projetos

Recebido, A Receber e Atrasado, com a contagem de itens em cada um. É a saúde da operação com clientes.

Transações

Receitas (Recebido, A Receber, Atrasado) e despesas (Pago, A Pagar, Atrasado), lado a lado.

Resumo geral

Total Recebido (faturas + receitas), Total a Receber, Total a Pagar e o Saldo — recebido menos pago. Abaixo, os gráficos.

A leitura mais valiosa está em comparar dois números: se "A Receber" é alto e "Recebido" é baixo, o problema da agência não é vender — é cobrar. São dois problemas diferentes com soluções diferentes, e é comum confundi-los.

Uma sequência para começar do zero

Se o módulo está vazio, esta ordem evita retrabalho:

  1. Contas — cadastre onde o dinheiro fica, com o saldo inicial. Sem isso, os lançamentos não têm destino.

  2. Fornecedores — quem a agência paga com recorrência.

  3. Centros de custo — se você quer saber em que áreas o dinheiro é gasto. Pode ficar para depois.

  4. Transações e faturas — o dia a dia.

  5. Relatórios — quando já houver alguns meses de histórico.

Um alerta sobre a ordem: começar a lançar antes de criar as contas funciona, mas depois dá trabalho reorganizar. Cinco minutos no começo economizam uma tarde de ajuste.

Quem acessa

O módulo depende de uma permissão específica de financeiro, concedida separadamente das demais. E ela tem efeito além destas telas: quem não a tem também não vê valores nos itens contratados dentro dos projetos.

É o que permite a equipe trabalhar com o escopo do cliente à vista sem ver quanto ele paga.

Como se conecta ao resto

  • Projetos — o vínculo das faturas e a base da lucratividade.

  • Empresas — o cliente que paga.

  • Propostas — proposta aprovada pode gerar a fatura.

  • Portal do cliente — onde o cliente liberado consulta as faturas dele.

  • Controle de tempo — as horas que entram no cálculo de lucratividade.

Para onde ir depois

  • Transações e faturas — o dia a dia do módulo.

  • Contas, transferências e extrato — o controle de caixa.

  • Fornecedores e centros de custo — os cadastros de apoio.

  • Relatórios financeiros — as dez análises.


Resumindo: transação é qualquer entrada ou saída; fatura de projeto é a cobrança que vai ao cliente, com número e itens. Os status acompanham o ciclo do dinheiro, e o "parcialmente paga" cobre o caso mais comum da vida real. Comece cadastrando contas e fornecedores antes de lançar, e leia o dashboard comparando o recebido com o a receber — é o que distingue problema de venda de problema de cobrança.

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