Se o conjunto operacional explica a bancada, este explica o dinheiro: o que vende, o que está parado na prateleira e quem está devendo.
Vendas
- Faturamento por mês — as vendas do PDV ao longo dos meses. É a linha que mostra sazonalidade, e é por ela que você descobre que dezembro sempre carrega janeiro.
- Produtos mais vendidos — ranking por quantidade vendida.
- Vendas por vendedor — faturamento, número de vendas e ticket médio por pessoa. O ticket médio é o número interessante: o vendedor que faz muitas vendas pequenas e o que faz poucas vendas grandes exigem conversas diferentes.
- Vendas por forma de pagamento — quanto entrou em cada forma. Cruzado com as taxas das maquininhas, mostra quanto do seu faturamento fica no caminho.
- Faturamento por loja — vendas concluídas quebradas por unidade, para quem tem mais de uma.
Estoque
- Curva ABC — onde está o dinheiro do estoque: produtos por valor de consumo. Os cortes das classes A e B são ajustáveis na própria tela. A leitura prática: um punhado de itens costuma responder pela maior parte do valor, e são esses que merecem controle rígido de mínimo e de compra.
- Giro de estoque — quantas vezes cada produto girou no período. Giro alto com margem baixa ainda paga a conta; giro baixo com margem alta pode não pagar.
- Produtos parados — estoque sem saída há muito tempo, imobilizando capital. Você define o que é "muito tempo" no filtro Sem saída há (dias). É o relatório que sustenta a decisão de promoção ou de baixa.
- Ruptura de estoque — o card leva à tela de alertas, com os zerados e os abaixo do mínimo.
Estes três se completam: a curva ABC diz onde está o valor, o giro diz o que se move, e produtos parados dizem o que não se move. Um item classe A parado é o pior cenário possível.
Financeiro
- Inadimplência — o aging: quem está vencido e há quanto tempo, por cliente. É a lista de cobrança da semana, ordenada por quem dói mais.
- Contas por categoria — receitas e despesas agrupadas por categoria do seu plano de contas. Se muita coisa cair em uma categoria genérica, o problema não é o relatório: é o plano de contas.
- Entradas e saídas — o que entrou e o que saiu no período, com o saldo do resultado.
- DRE e Fluxo de Caixa — os cards levam às telas próprias do Financeiro.
O relatório de inadimplência conversa diretamente com o cadastro de cliente: quem aparece nele com frequência é candidato a limite de crédito ou a bloqueio.
Uma leitura que cruza os três grupos
Faturamento alto, giro baixo e inadimplência subindo é o retrato de quem está vendendo a prazo para quem não paga, com dinheiro parado na prateleira. Nenhum dos três relatórios diz isso sozinho — os três juntos, sim.
Com o que isto se conecta
- PDV — as vendas que alimentam o grupo comercial.
- Estoque — os saldos, o custo médio e os indicadores da ficha do produto.
- Financeiro — os títulos, as categorias e as maquininhas.
- Clientes — o limite de crédito e o bloqueio, decididos a partir da inadimplência.
Para onde ir depois
- Fluxo de caixa e DRE — as duas demonstrações completas.
- Alertas, etiquetas e reajuste de preços — agir sobre o que o estoque revelou.
- Contas a receber e a pagar — cobrar o que está vencido.
Resumindo: use vendas por vendedor pelo ticket médio, cruze curva ABC com giro e produtos parados para achar o dinheiro imobilizado, e trate a inadimplência como lista de trabalho — não como estatística. Categoria genérica demais no relatório financeiro é sinal de plano de contas mal montado, não de relatório ruim.