O bloco Pagamento do PDV aceita várias formas na mesma venda. É o botão Adicionar forma que faz isso, e o indicador Restante mostra quanto ainda falta. O atalho Aplicar restante nesta forma evita conta de cabeça.
As formas disponíveis são: Dinheiro, PIX, Cartão de crédito, Cartão de débito, Transferência, Boleto, Crediário, Aparelho na troca, Crédito do cliente e Convênio.
Combinar é o caso normal, não a exceção: R$ 200 em dinheiro e R$ 800 no crediário é uma entrada com parcelamento, e sai de graça do pagamento misto.
Dinheiro
Escolhendo dinheiro aparecem Dinheiro entregue e Troco, calculado na hora. Se o valor entregue for menor que a parte em dinheiro, o PDV avisa e não deixa fechar.
Só o dinheiro mexe na gaveta — é ele que entra na conferência do fechamento de caixa. As outras formas não.
Crediário
É a venda a prazo na sua própria loja, sem cartão. Você define:
- Parcelas.
- Juros (%) — vem preenchido com o padrão e é editável na venda.
- 1º vencimento. As demais parcelas seguem de mês em mês.
A prévia mostra "3× de R$ 350,00" — e, quando a divisão não é exata, indica o valor da última parcela separadamente, junto com o total financiado. Nada de arredondamento escondido.
O crediário exige cliente identificado, e cada parcela vira um título a receber no Financeiro, no nome dele. É isso que faz o crediário aparecer na agenda financeira, no saldo devedor do cliente e no controle de limite de crédito.
Cartão e a maquininha
Ao escolher cartão você seleciona a Maquininha e o número de Parcelas. O PDV então mostra o que realmente importa: "Taxa X% (R$ Y) · líquido R$ Z em N dias".
Essa linha é a diferença entre saber quanto vendeu e saber quanto vai receber. Ela sai das taxas cadastradas em Financeiro › Maquininhas. Se aquela maquininha não tiver taxa cadastrada para aquela modalidade, o PDV avisa: a venda passa, porém registrada sem a taxa e com prazo genérico de recebimento — e o seu previsto de caixa fica menos preciso. Vale cadastrar.
Aparelho na troca
Para quem recebe usado como parte do pagamento. Você informa:
- Modelo do aparelho recebido.
- IMEI / número de série.
- Estado de conservação — da sua lista de estados.
- Valor avaliado.
- Observações da avaliação — riscos, bateria, acessórios que acompanham.
Quando o aparelho recebido vale mais que a venda, o PDV pergunta o que fazer com a diferença, com três saídas:
- Virar crédito do cliente — fica como saldo para a próxima compra.
- Ficar devendo ao cliente — vira uma conta a pagar no Financeiro.
- Pagar agora, em dinheiro — sai da gaveta na hora.
A saída pré-selecionada é a que a loja definiu em Configurações › Lojas, e o operador troca no balcão se for o caso. Também é lá que fica o Exigir documento do vendedor — proteção contra aparelho de origem duvidosa.
O aparelho recebido entra no seu estoque de aparelhos à venda.
Crédito do cliente
Abate o saldo que a loja deve a ele — de troca, devolução ou cortesia. O PDV avisa se o valor passar do saldo disponível.
Convênio
É a venda que outra empresa paga: o funcionário retira no balcão e a empresa conveniada recebe a fatura. As mensagens da tela deixam claro quem é quem:
- Coberto por e Quem paga — o cliente e a empresa.
- Desconto do convênio — o percentual combinado, aplicado automaticamente.
- Saldo do mês — quanto ainda cabe no teto mensal, ou o aviso de que aquele convênio não tem teto.
Se o teto do mês estourar, o aviso é específico e importante: quem estourou é a empresa conveniada, não o cliente no balcão. Confundir os dois faz o atendente recusar a pessoa errada. A política — avisar ou impedir — fica em Configurações › Lojas.
Convênio também exige cliente identificado: sem isso, a venda seria cobrada de quem está no balcão em vez da empresa.
Para onde ir depois
- Cancelamento e devolução — o que acontece com os títulos e o estoque.
- Financeiro — maquininhas, convênios, contas a receber e recebimentos de cartão.
- Clientes — limite de crédito, bloqueio e o extrato de créditos.
- Aparelhos à Venda — o destino do aparelho recebido na troca.
Resumindo: combine quantas formas a venda precisar; o crediário vira títulos a receber no nome do cliente, o cartão mostra taxa e prazo antes de você fechar, o aparelho na troca pergunta o destino do excedente e o convênio deixa explícito que quem paga é a empresa. Só o dinheiro mexe na gaveta do caixa.