Cadastrar produto e movimentar saldo é o básico. Este artigo cobre as quatro ferramentas que fazem o estoque trabalhar a seu favor: os alertas, as etiquetas, o reajuste em massa e os indicadores de giro.
Alertas de estoque
A página Alertas de estoque mostra os produtos em ruptura ou abaixo do mínimo na loja ativa, separados em duas seções:
- Ruptura — saldo zerado ou negativo. Você não tem a peça.
- Abaixo do mínimo — ainda tem, mas passou do estoque mínimo que você cadastrou. Cada linha mostra Saldo X · mínimo Y.
Duas coisas que valem entender sobre a regra:
- O alerta é da loja ativa, porque o saldo é por loja. A mesma peça pode estar em ruptura na filial e sobrando na matriz — o que, aliás, é o cenário em que a transferência entre lojas resolve o problema sem comprar nada.
- Produto que nunca teve saldo naquela loja não vira alerta. Sem isso, o catálogo inteiro apareceria como ruptura na loja que não trabalha com aquela linha, e a tela viraria ruído.
Cada linha tem Repor e Etiqueta. E o mesmo recorte existe como filtro Só alertas na lista principal de estoque.
Sem estoque mínimo cadastrado, só a ruptura aparece — a peça só é notada quando já acabou. É o motivo de valer preencher o mínimo.
Etiquetas
A etiqueta traz QR Code, código de barras, nome, preço e o código legível (código de barras ou SKU). Serve tanto para a prateleira quanto para a venda.
Você imprime de dois jeitos:
- Individual, na ficha do produto, escolhendo o número de Cópias.
- Em lote, selecionando várias linhas na lista.
A etiqueta usa preço e código do cadastro do produto, que é do workspace inteiro — então ela é a mesma em qualquer loja.
Reajuste de preços em massa
Selecione os produtos na lista e use Reajustar preços. Você escolhe:
- Preço a reajustar — Preço de venda ou Preço de custo.
- Percentual — negativo para reduzir; o intervalo aceito vai de -100% a 1000%.
Sempre use Ver prévia antes de aplicar. A prévia lista, produto a produto, o valor De e o Para — e a própria tela avisa: "Esta operação não tem desfazer."
Um detalhe que evita um susto: produtos que não têm o preço escolhido cadastrado são pulados, e a prévia diz quantos foram. Eles continuam sem preço — nenhum deles vira zero. Reajustar "preço para revenda" em 10% num catálogo em que metade não tem tabela de revenda não zera essa metade.
Os indicadores do produto
A ficha de cada produto tem o bloco Indicadores, com a Curva ABC do período analisado:
- Classe A — está entre os produtos que mais pesam no seu faturamento.
- Classe B — giro intermediário.
- Classe C — vendeu pouco, mas vendeu.
E existe uma quarta marcação, que é a mais importante e a mais fácil de confundir: Sem saída. A tela é explícita — "Este produto não teve NENHUMA venda nos últimos X dias. Isso não é classe C: ele não vendeu nada no período." Classe C é giro baixo; sem saída é dinheiro parado.
Ao lado, Última venda — ou Nunca vendido.
Fornecedores da peça
Ainda na ficha, o bloco Fornecedores da peça mostra quem te vende aquele item, com o Código no fornecedor (para pedir usando o número que ele entende), o Último custo e a Última compra — estes dois vindos das notas de entrada, não editáveis à mão.
Só um fornecedor pode ser o Principal: marcar um desmarca o anterior. É por ele que o pedido de compra automático agrupa a compra daquela peça.
Com o que isto se conecta
- Pedidos de compra — a reposição do que está em alerta.
- Transferências — resolver ruptura numa loja com sobra de outra.
- Relatórios — Curva ABC, Giro de estoque e Estoque parado aprofundam esses indicadores.
- Notas de entrada — de onde vêm último custo e última compra.
Para onde ir depois
- Pedidos de compra — comprar o que faltou.
- Inventário — acertar o saldo com a contagem física.
- Relatórios — os relatórios de estoque.
Resumindo: preencha o estoque mínimo para que os alertas apareçam antes da ruptura, imprima etiquetas com QR e código de barras individualmente ou em lote, e use a prévia antes de qualquer reajuste em massa — porque não há desfazer. E leia "Sem saída" pelo que ele é: não é giro baixo, é peça que não vendeu nada.