Esta é a tela que dá nome ao produto. Rentabilidade coloca lado a lado o que foi combinado com o cliente e o tempo que aquilo realmente custou — e é onde a agência descobre que o contrato de R$ 50.000 consumiu R$ 62.000 de equipe.
A rentabilidade faz parte do plano Pro.
O recorte é a vida do projeto
Diferente de Relatórios, que trabalha por período, aqui o recorte é o projeto inteiro, do começo ao fim. É a comparação que faz sentido: confrontar um contrato fechado de R$ 50.000 com as horas de um mês só produziria um engano garantido.
Você alterna entre Por cliente e Por projeto, e filtra por cliente, por situação (em andamento, só ativos, só concluídos, ou tudo incluindo arquivados) e por margem — o filtro Só deficitários é o atalho para a conversa difícil.
Os números do topo
Total de horas — tudo que foi apontado no recorte.
Eficiência — quanto do total foi hora faturável. Uma eficiência de 60% significa que 4 em cada 10 horas não foram para a conta de ninguém.
Receita acordada — o que os contratos prometem, conforme o modelo de cobrança de cada projeto.
Valor-hora efetivo — a receita dividida pelas horas totais, e não só pelas faturáveis. É o número mais honesto da tela: você vendeu a hora a R$ 250, mas se a equipe gastou 40% do tempo em retrabalho, ela saiu por R$ 150.
Lendo a tabela
Cada linha traz o modelo de cobrança, as horas, a eficiência, o consumo do orçamento, a receita acordada e o valor-hora efetivo. Para quem tem acesso ao custo, aparecem também Custo, Margem e Margem %.
Dois avisos aparecem nas linhas e merecem atenção, porque explicam números menores do que o esperado:
X sem taxa — há horas sem valor cadastrado, então a receita daquela linha está incompleta.
X sem custo — há horas sem custo por hora, e por isso a margem não pode ser calculada.
Quando algo não é calculável, o sistema diz o motivo em vez de mostrar zero: modelo de cobrança não definido, valor acordado não informado, sem data de início, ainda não começou. Um zero ali seria uma mentira que parece um resultado.
O consumo do orçamento
Se o projeto tem horas previstas, a coluna de orçamento mostra quanto já foi consumido — e, no ritmo dos últimos 30 dias, em que data ele estoura. É a informação que permite renegociar escopo enquanto ainda dá tempo, em vez de descobrir o problema na hora de faturar.
Projetos com orçamento mensal aparecem como "de 40 h/mês", e não como um total acumulado.
Alertas antes de estourar
A tela é boa, mas ninguém abre uma tela todo dia. Por isso existe o alerta de orçamento: quando um projeto cruza um percentual configurado das horas previstas, quem administra o workspace recebe um e-mail.
Você escolhe os percentuais em Workspace › Alertas de orçamento. Sem nenhum percentual marcado, ninguém recebe alerta naquele workspace.
Três comportamentos que evitam ruído:
Cada percentual avisa uma vez. Cruzar 80% não gera um e-mail por dia.
Se você aumentar as horas previstas e o projeto deixar de estar acima de um limiar, só aquele limiar volta a valer — os que continuam cruzados não disparam de novo.
Ligar um orçamento num projeto que já o estourou registra todos os limiares, mas manda um e-mail só.
O e-mail de alerta não carrega valores — ele fala de horas. Valor tem regra de quem pode ver, e e-mail é um canal que não conhece essa regra.
Para onde ir depois
Clientes e projetos — os campos que alimentam esta tela.
Definindo o valor da hora — de onde vem a receita por hora.
Custo da equipe e margem — como a margem é calculada.
Relatórios — a mesma operação vista por período.
Resumindo: Rentabilidade compara a receita acordada do projeto inteiro com o tempo que ele custou, mostrando eficiência, valor-hora efetivo e consumo do orçamento com projeção de estouro; quando falta taxa, custo ou modelo de cobrança, ela diz o motivo em vez de mostrar zero; e o alerta por e-mail avisa antes de o orçamento acabar.