Toda agência ensina a mesma coisa várias vezes. Como preencher o briefing, qual o padrão de nomenclatura dos arquivos, como funciona o processo de aprovação com o cliente. A cada contratação, alguém experiente para o que está fazendo e explica tudo de novo — e explica um pouco diferente.
Os Treinamentos transformam esse conhecimento em trilha: você grava ou escreve uma vez, e a próxima pessoa aprende sozinha, no ritmo dela. Abra em Pessoas › Treinamentos.
Criando um treinamento
Em Novo treinamento, comece pelo essencial: tÃtulo, descrição (o objetivo daquele treinamento) e o tipo:
Manual de Processo — o conteúdo escrito, direto na plataforma. É o formato do "como fazemos aqui".
Documento — quando o material já existe em arquivo.
Curso com VÃdeo-aulas — a trilha completa, com módulos e aulas.
Trilha obrigatória e prazo
Você pode marcar a trilha como obrigatória para o time e definir um prazo para conclusão. É o que separa "material disponÃvel se quiser" de "todo mundo precisa ter visto até tal data" — e é o que faz o atraso aparecer no relatório depois.
Use com parcimônia: quando tudo é obrigatório, nada é. Reserve para o que realmente não pode ser feito errado — polÃtica de segurança, processo de aprovação do cliente, uso da marca.
Módulos e aulas
Uma trilha se organiza em módulos, e cada módulo contém aulas. No construtor, cada módulo é uma sanfona que mostra o tÃtulo e a contagem de aulas — você abre só o que vai editar, então uma trilha de vinte aulas continua navegável.
Cada aula tem tÃtulo e um tipo de conteúdo:
VÃdeo (YouTube) — você informa a URL do vÃdeo e, se quiser, a duração em segundos.
Texto — o conteúdo escrito direto na aula.
Documento — o material anexado.
As aulas podem ser reordenadas dentro do módulo, então a sequência pedagógica não fica presa à ordem em que você criou.
Vale preencher a duração do vÃdeo: é ela que permite o sistema saber quando a aula foi realmente assistida — o próximo tópico explica por quê.
Assistindo: o que conta como "assistiu"
Ao abrir uma trilha, a pessoa vê o resumo, o progresso e um único botão que resolve entre Começar e Continuar de onde parou. Nada de procurar em que aula estava.
Dentro da aula, o conteúdo fica à esquerda e a lista de aulas à direita, para navegar sem sair da trilha. E o vÃdeo retoma exatamente na posição em que você parou — inclusive se você voltou para revisar um trecho, porque a posição salva é onde você está, não o ponto mais distante que já alcançou.
Conclusão automática, sem enganação
A aula de vÃdeo é marcada como concluÃda sozinha quando 90% dela foi efetivamente assistida. Dois detalhes fazem esse número significar alguma coisa:
O limite é 90%, e não 100%, porque quase ninguém assiste aos créditos finais — exigir o vÃdeo inteiro deixaria aulas legitimamente vistas eternamente "em andamento".
Arrastar a barra até o fim não conclui a aula. O tempo só é creditado com reprodução real. Quem pula direto para o final continua com a aula em aberto.
Isso muda o valor do relatório: "95% do time concluiu o treinamento de segurança" passa a ser uma informação, não uma formalidade.
Quando o vÃdeo não abre
Rede corporativa bloqueando o YouTube, bloqueador de anúncios, vÃdeo removido ou privado: nesses casos a aula não trava a pessoa. Aparece um aviso claro e o botão de Marcar como concluÃda.
A conclusão manual também existe para aulas de texto e documento, e para quem já domina o assunto. E ela fica registrada como manual — o relatório distingue o que foi consumo medido do que foi declaração, então essa saÃda não contamina os números.
Acompanhando o time
O relatório de treinamentos tem duas leituras.
Por pessoa
Quantas trilhas a pessoa tem, quantas concluiu, o progresso médio, quantas estão em atraso e a última atividade.
É a tela da conversa de acompanhamento: em vez de "você viu o treinamento?", você chega sabendo onde a pessoa está.
Por trilha
Quantas pessoas estão nela, a taxa de conclusão e — a métrica mais útil que o módulo oferece — o ponto de abandono: a aula em que o time costuma parar.
Se metade da equipe trava na aula 3, o problema não é a equipe. É a aula 3: longa demais, confusa, ou no lugar errado da sequência. Sem esse dado, a conclusão fácil seria "o pessoal não se interessa".
Ativar e desativar
Treinamentos podem ser desativados quando o processo muda e o material fica desatualizado. Ele sai de circulação sem apagar o histórico de quem já fez — o registro de que a equipe foi treinada no processo antigo continua existindo, e isso importa em auditoria.
Como se conecta ao resto
Funcionários — as pessoas que fazem as trilhas; a trilha obrigatória é parte natural da integração de quem entra.
Relatórios — o acompanhamento por pessoa e por trilha.
Padrões de conclusão — a mesma filosofia aplicada às entregas: definir o que conta como feito e verificar, em vez de confiar na declaração.
Para onde ir depois
Funcionários — cadastro da equipe e permissões.
Relatórios — as demais leituras da operação.
Primeiros passos — a estrutura que a pessoa nova precisa entender antes de tudo.
Resumindo: monte a trilha em módulos e aulas (vÃdeo do YouTube, texto ou documento), informe a duração dos vÃdeos para o progresso ser medido de verdade, marque como obrigatória com prazo o que ninguém pode deixar de ver, e acompanhe pelo relatório — especialmente o ponto de abandono, que mostra qual aula precisa ser refeita.