A tela Comissões responde: "Quanto cada pessoa apurou no período e quanto disso o cliente já pagou." São duas perguntas, e a diferença entre elas é o que protege o seu caixa.
Apurada, recebida e a receber
Os três cartões do topo:
- Apurada — a comissão gerada pelas vendas e O.S. do período.
- Recebida — a parte cujo pagamento do cliente já entrou.
- A receber — o que o cliente ainda deve.
A venda de R$ 3.000 em 6x gera comissão apurada hoje e recebida ao longo de meio ano. Pagar tudo hoje é adiantar dinheiro que você ainda não tem.
Qual das duas é devida: a política da loja
Quem decide é você, em Configurações › Lojas, no campo Base de pagamento da comissão:
- Sobre o valor recebido — "a comissão acompanha as parcelas que o cliente já pagou — protege o seu caixa."
- Sobre o valor apurado na venda — "a comissão vence junto com a venda, mesmo que o cliente pague em 3x."
A tela de pagamento repete a política escolhida, para ninguém pagar pela regra errada por distração.
No mesmo lugar ficam as outras três decisões:
- Comissionar peça na OS — por padrão, só o serviço comissiona. A peça tem custo, e comissionar sobre o preço dela sem descontar o custo reduz a sua margem.
- Retrabalho estorna a comissão original — quando um conserto volta na garantia, o técnico devolve o que ganhou na O.S. que voltou.
- Retrabalho cobrado gera comissão — só vale quando você cobra pelo retrabalho; retrabalho de garantia não é cobrado e nunca comissiona.
De onde vem cada lançamento
Em Ver lançamentos, cada linha traz data, origem, base e a regra aplicada:
- Venda de produto
- OS cobrada
- Venda cancelada e Devolução — lançamentos negativos, que desfazem o que a venda gerou.
- Retrabalho — o estorno da comissão da O.S. que voltou.
As duas regras que produzem esses valores vêm de lugares diferentes: a comissão de cada serviço é cadastrada em Serviços (percentual ou valor fixo), e o percentual de cada pessoa fica no cadastro dela, em Configurações › Usuários. Sem nenhum dos dois, não há o que apurar — e é isso que a tela vazia diz.
Pagar
O botão Pagar abre o acerto de uma pessoa, numa loja específica — a comissão é apurada e paga por loja.
- Pagar até — data de corte: só entra o que foi apurado até esse dia.
- Valor a pagar — vem preenchido com o saldo. Você pode pagar menos, nunca mais.
- Vencimento do título — em branco, vence hoje.
- Observação.
O resumo mostra Apurado, Devido, Já pago e Saldo a pagar — quatro números que respondem à pergunta do técnico no fim do mês sem discussão.
E o aviso mais importante da tela: "Ao confirmar, o sistema cria uma CONTA A PAGAR no Financeiro no valor informado. A comissão só sai do caixa quando você der baixa nesse título."
Ou seja: registrar aqui é reconhecer a obrigação, não pagar. O dinheiro sai quando você baixa o título — e é assim que a comissão aparece no fluxo de caixa e no DRE como despesa.
O bloco Pagamentos realizados guarda o histórico: quem, até quando, quanto e a observação. Cada linha virou uma conta a pagar.
Uma nota sobre quem vê
Esta tela não exige permissão especial: cada pessoa entra e vê o próprio extrato. Quem tem permissão de relatórios vê a equipe inteira. É o desenho certo — o técnico precisa conferir a própria comissão sem enxergar a dos colegas.
Com o que isto se conecta
- Serviços — a comissão cadastrada em cada serviço.
- Usuários e permissões — o percentual de cada pessoa.
- Lojas — a base de pagamento e as regras de peça e retrabalho.
- PDV e Ordens de Serviço — o que gera os lançamentos.
- Financeiro — a conta a pagar criada no acerto.
Para onde ir depois
- Metas — o outro lado do acompanhamento da equipe.
- Lojas — configurar a política de comissão.
- Contas a receber e a pagar — dar baixa no título da comissão.
Resumindo: a comissão é apurada na venda e "recebida" conforme o cliente paga; a política da loja decide qual das duas você deve. Cancelamento, devolução e retrabalho geram lançamentos negativos. Ao pagar, o sistema cria uma conta a pagar — o dinheiro só sai quando você der baixa nela.