Aparelho de revenda não é produto de estoque comum. Duas unidades do mesmo modelo têm IMEI diferente, estado diferente, custo diferente e preço diferente — e a margem de uma não diz nada sobre a margem da outra. Por isso Aparelhos à Venda é um módulo separado do estoque de peças.
Exemplo do artigo: um notebook seminovo comprado de um cliente no balcão por R$ 900, que recebeu um SSD novo antes de ir para a vitrine.
Tudo começa na compra
A tela de estoque avisa quando está vazia: "Aparelho entra pela compra: registre uma aquisição para a unidade nascer com procedência." Não existe cadastrar aparelho solto — a origem sempre fica registrada.
Em Compras de aparelhos, o documento de compra tem duas origens possíveis:
- Fornecedor — compra de aparelho novo, com fornecedor cadastrado.
- Pessoa física — compra de usado no balcão. Aqui entram Nome do vendedor e Documento do vendedor. O documento fica guardado para a procedência do aparelho e não aparece nas telas de consulta.
Uma mesma compra pode trazer vários aparelhos. Cada linha tem Modelo, IMEI / Série, Estado de conservação, Custo por unidade, Preço de venda e Garantia (dias). O Total da compra é somado pelo sistema, não digitado.
No bloco de pagamento você registra a Forma de pagamento (Dinheiro, Pix, Transferência, A prazo ou Troca) e a Data da compra.
Existe uma terceira origem que não passa por esta tela: Entrada em troca. É o aparelho que o cliente deu como parte do pagamento no PDV — ele entra no estoque automaticamente.
A ficha do aparelho
Cada unidade tem ficha própria, com quatro abas.
Visão geral
Reúne modelo, IMEI, origem, tipo (Novo ou Usado / seminovo), datas de entrada e venda, garantia e — o que interessa — a decomposição do custo:
- Custo de aquisição — quanto você pagou. Não é editável aqui: vem do documento de compra, e é essa amarração que impede alguém de melhorar a margem no papel.
- Custo de recondicionamento — o que foi gasto para deixá-lo vendável.
- Custo total — a soma dos dois.
No bloco Preço, garantia e estado você edita Preço de venda, Garantia (dias), Estado de conservação e Observações do estado.
Fotos
São duas seções com finalidades opostas:
- Fotos de entrada (laudo) — registram o estado em que o aparelho chegou. Depois de a compra ser confirmada, dá para acrescentar fotos, mas não apagar: o laudo é a prova de como o aparelho chegou.
- Fotos de vitrine — as de venda. A primeira é a capa, e você reordena com os botões de cada miniatura. Vendido o aparelho, a vitrine fecha.
Custos
A razão de custos do recondicionamento. Cada lançamento é de um dos dois tipos:
- Peça — escolhida do seu estoque. O valor vem do custo médio do estoque, não é digitado — que é o que faz esse número ser confiável.
- Livre — descrição e valor, para mão de obra e o que não está no estoque.
No notebook do exemplo: o SSD entra como peça (custo médio do estoque) e a mão de obra da instalação entra como custo livre. Comprado por R$ 900, com R$ 280 de SSD e R$ 70 de serviço, o custo total é R$ 1.250 — e a margem de venda passa a ser um número, não um palpite.
Vendido o aparelho, a razão de custos é fechada.
Histórico
A linha do tempo do aparelho, montada a partir das datas registradas: entrada no estoque, peças aplicadas, custos lançados e a venda.
As situações do aparelho
Uma unidade passa por: Recebido → Em recondicionamento → Disponível → Vendido. Existem ainda Em transferência (a caminho de outra loja) e Baixado.
O bloco de situação só oferece as mudanças que aquele aparelho realmente aceita a partir do estado atual — em vez de listar tudo e recusar depois.
Dar baixa exige um Motivo da baixa, e a tela explica por quê: "Fica registrado: alguém vai perguntar por que este aparelho saiu do estoque." Aparelho de revenda é dinheiro parado na prateleira; sumir sem explicação não é opção.
Existe também Marcar como vendido para a venda feita fora do PDV — com a confirmação avisando exatamente isso.
Vender
No PDV, ao escolher um produto que tem unidades individuais, abre o seletor Escolha o aparelho, listando IMEI, estado, preço e custo total de cada unidade disponível. Você seleciona qual está saindo — e é assim que a margem daquela peça específica fica correta.
Com o que isto se conecta
- PDV — a venda da unidade e a entrada de aparelho na troca.
- Estoque — as peças consumidas no recondicionamento.
- Fornecedores — a origem das compras de aparelho novo.
- Cadastros — os estados de conservação.
- Lojas — as garantias padrão de novo e de seminovo, o destino do excedente da troca e o aviso de venda abaixo do custo.
- Transferências — quando a unidade vai para outra loja.
Para onde ir depois
- PDV — a venda e a troca.
- Estoque — as peças do recondicionamento.
- Lojas — as políticas de garantia e de troca.
Resumindo: todo aparelho nasce de um documento de compra, com procedência registrada. Cada unidade tem IMEI, fotos de laudo que não se apagam, fotos de vitrine e uma razão de custos que soma peça (pelo custo médio do estoque) e serviço. Na venda, você escolhe a unidade exata — e por isso sabe a margem real daquela peça, não uma média.