Contar horas sem preço mostra esforço; contar horas com preço mostra negócio. Esta é a tela que transforma uma coisa na outra — e ela foi feita para o caso real, em que o preço da hora não é um número só: o cliente grande paga mais, o sócio custa mais que o estagiário, e um projeto específico foi fechado com desconto.
O valor da hora faz parte do plano Pro.
A ordem em que o sistema procura
Para cada hora apontada, o WiseData Time procura o valor nesta sequência e para no primeiro que encontrar:
Projeto — a taxa daquele projeto específico.
Cliente — a taxa combinada com aquele cliente.
Pessoa — a taxa de quem apontou a hora.
Padrão do workspace — o valor que vale para todo o resto.
Na prática: se o Rebranding da Fábrica de Sabão tem taxa própria de R$ 250, toda hora ali vale R$ 250, não importa quem apontou. Se o projeto não tem taxa mas o cliente tem, vale a do cliente. E assim por diante, até o padrão da casa.
Repare que a pessoa fica entre o cliente e o padrão: uma taxa combinada com o cliente vence a taxa individual. É o que faz sentido comercialmente — o que foi acordado com quem paga tem precedência sobre a tabela interna.
Onde cada uma é definida
Padrão do workspace — em Workspace, no bloco Taxa padrão. Comece por aqui: um número só já faz o produto inteiro funcionar.
Projeto — na coluna de valor da lista de Projetos.
Cliente — na coluna de valor da lista de Clientes.
Pessoa — na coluna Valor/hora da lista de Equipe.
Em qualquer um deles, o mesmo painel se abre e mostra o que já está valendo ali: Definida aqui, Herdada de um nível acima, ou Sem taxa cadastrada. Deixar o campo em branco faz voltar a herdar — o painel diz de quanto e de onde passará a ser, antes de você salvar.
Só quem tem permissão de valores vê essas colunas. Para quem não tem, elas simplesmente não existem: não é um campo vazio, é ausência total — preço combinado com um cliente é informação de negócio, não de equipe.
O valor é congelado no momento do apontamento
Quando a hora é registrada, ela guarda o valor que valia naquele momento. Reajustar a taxa em setembro não muda as horas de agosto.
Isso é o que protege o seu histórico: sem o congelamento, um aumento de taxa reescreveria o valor de tudo o que já foi trabalhado, e o relatório que você entregou ao cliente em junho passaria a mostrar outro número. Também é a razão de valer a pena cadastrar a taxa antes de a equipe começar a apontar — hora lançada sem taxa nasce sem valor, e continua sem valor até você mandar recalcular.
Quando a taxa foi cadastrada errada
Para esse caso existe Recalcular valores, em Workspace. Você informa o período (de/até) e as horas daquele intervalo passam a valer as taxas atuais.
Três coisas importam aqui:
É uma operação deliberada, com confirmação. Se o período já foi faturado, os valores deixarão de bater com a fatura enviada — a tela avisa isso antes.
Apontamentos cujo valor foi definido à mão não são alterados. Um recálculo que apaga ajustes manuais é um recálculo que ninguém usa duas vezes.
Períodos já aprovados ficam de fora. Aprovar congela o valor, e o resultado do recálculo diz quantos apontamentos foram pulados por esse motivo.
Onde o valor aparece
Com a taxa definida, o valor aparece na lista de apontamentos do dia, nos totais do timesheet, na coluna de valor dos Relatórios e como receita na Rentabilidade. Nos relatórios, um aviso mostra quantos apontamentos ficaram sem taxa e por isso não entram no valor — é o número que explica um total menor do que você esperava.
Para onde ir depois
Custo da equipe e margem — o outro lado da conta.
Rentabilidade e orçamento — o valor virando resposta.
Configurações do workspace — a moeda, que trava quando o primeiro valor existe.
Planos e cobrança — o plano que inclui valor da hora.
Resumindo: a taxa é procurada em projeto, cliente, pessoa e padrão do workspace, nessa ordem; defina o padrão primeiro e refine depois; o valor é congelado no momento do apontamento, e corrigir taxa errada é uma operação explícita de recálculo por período, que preserva ajustes manuais e não toca em períodos aprovados.