Copy de anúncio costuma nascer num documento compartilhado, ser revisada num comentário, aprovada num áudio e publicada a partir de um print. Quando alguém pergunta qual versão foi ao ar, a resposta depende da memória de três pessoas.
A Gestão de copies resolve os dois problemas de uma vez: dá estrutura ao texto e status ao processo de aprovação. Abra em Utilitários › Gestão de copies.
Vamos escrever o anúncio de encomendas corporativas da Padaria Pão Quente.
Copy em blocos, não em bloco único
A ideia central do módulo: em vez de um campo de texto corrido, a copy é montada em blocos nomeados, cada um com seu conteúdo.
Isso muda a forma de escrever e, principalmente, a de revisar. O cliente não diz mais "não gostei do texto" — ele diz que o bloco de Agitação ficou pesado demais. A revisão vira cirúrgica, e a reescrita não joga fora o que já estava bom.
As estruturas
Ao criar a copy você escolhe a Estrutura, e ela pré-popula os blocos:
PAS — Problema, agitação, solução
Três blocos: Problema, Agitação, Solução.
Funciona quando a dor é clara e reconhecível. No caso da padaria: o coffee break sem graça que dá má impressão na reunião (problema), a diretoria e os clientes reparando (agitação), a encomenda corporativa entregue na hora (solução).
É a estrutura mais direta e a que costuma render melhor em mídia paga de resposta rápida.
AIDA — Atenção, interesse, desejo, ação
Quatro blocos: Atenção, Interesse, Desejo, Ação.
O clássico da publicidade, útil quando o público ainda não sabe que tem o problema. A separação entre Desejo e Ação é o que evita o erro mais comum em anúncio: construir vontade e esquecer de dizer o que fazer em seguida.
Storytelling
Cinco blocos: Personagem, Desafio, Jornada, Resolução e Moral/Aprendizado.
Para conteúdo mais longo — post, e-mail, roteiro de vídeo — em que a construção importa mais que a objetividade. Exige mais espaço, então não é a escolha para um anúncio de display.
Sem estrutura
Começa vazio, e você cria os blocos que quiser. É o caminho para formatos que não se encaixam nos modelos: um roteiro com cenas, uma sequência de stories, uma copy que segue a estrutura própria do cliente.
Trabalhando os blocos
Em Blocos de conteúdo, cada bloco tem título editável e conteúdo, e você pode adicionar bloco, remover e reordenar arrastando.
Que os títulos sejam editáveis importa mais do que parece: você começa no PAS e, no meio, percebe que precisa de um bloco de prova social entre a agitação e a solução. Acrescenta, nomeia e arrasta para o lugar. A estrutura é ponto de partida, não camisa de força.
Reordenar também serve para testar: a mesma copy com a prova social antes ou depois da oferta são duas peças diferentes, e vale rodar as duas.
O status é o processo de aprovação
Cada copy tem um Status, e é ele que substitui a conversa dispersa:
Rascunho — em escrita, ninguém precisa olhar ainda.
Em análise — pronta para revisão.
Aprovado — liberada para publicar.
Reprovado — não passou.
A regra que faz isso valer a pena é simples: só vai ao ar o que está Aprovado. Com ela, a pergunta "essa versão foi aprovada?" tem resposta na tela, e não na memória de quem revisou.
Manter o Reprovado em vez de apagar também tem função. Copy reprovada é aprendizado sobre o cliente: depois de três reprovações, o padrão do que ele não aceita fica visível — e a equipe para de repetir o mesmo tipo de abordagem.
Notas e observações
Um campo à parte para anotações, ideias adicionais, variações e direcionamentos criativos.
É onde vai o que não é a copy em si: a variação de headline que você cogitou, o motivo de ter escolhido aquele ângulo, a observação de que o cliente pediu para evitar superlativos. Quem pegar essa copy daqui a seis meses entende as decisões sem precisar perguntar.
Visualização e PDF
A tela de visualização mostra a copy montada — os blocos em sequência, com as observações no fim —, e cada copy pode ser exportada em PDF.
O PDF é o que se manda para aprovação de quem não usa o sistema: o cliente, o jurídico, o sócio. Ele chega com os blocos identificados, o que ajuda o revisor a apontar exatamente onde quer mudança.
Organização por projeto
A copy pode ser vinculada a um projeto, e dentro de cada projeto existe a aba Copies com os textos daquela conta.
O acervo vira biblioteca de tom de voz. Quem entra na equipe e vai escrever para a padaria abre as copies aprovadas dela e entende em dez minutos o que costuma passar — muito mais rápido que qualquer manual de marca.
Da listagem
A lista mostra nome, projeto, status, estrutura, quem criou e data, com visualizar, editar, exportar PDF e excluir.
Nomear bem a copy é o que faz a lista servir. "Copy Anúncio Produto X — Novembro" se encontra; "Copy 3" não.
Um fluxo que funciona
Leia o briefing antes de escrever — especialmente as restrições. Copy que usa um termo proibido volta reprovada e o trabalho foi perdido.
Escolha a estrutura pelo objetivo: PAS para resposta direta, AIDA para público frio, Storytelling para conteúdo longo.
Escreva bloco a bloco, sem tentar acertar tudo de uma vez.
Mande para análise mudando o status — e não por mensagem.
Publique só o aprovado.
Como se conecta ao resto
Briefing de campanha — as restrições e o tom que a copy precisa respeitar.
Projetos — a aba de copies da conta.
Aprovação de material — quando o aceite formal do cliente, item a item, for necessário.
Redes sociais — o destino do texto aprovado.
Para onde ir depois
Briefing de campanha — o que orienta a escrita.
Aprovação de material — o aceite formal com o cliente.
Redes sociais — a publicação.
Resumindo: escolha a estrutura pelo objetivo do texto — PAS para dor clara, AIDA para público frio, Storytelling para conteúdo longo, ou comece sem estrutura —, escreva bloco a bloco e ajuste os títulos e a ordem conforme a copy pede. Use o status como processo de aprovação de verdade, publicando só o que está Aprovado, e guarde as reprovadas: elas revelam o padrão do que aquele cliente não aceita. Vinculada ao projeto, a copy aprovada vira a referência de tom de voz da conta.