A boa ideia da agência costuma nascer no pior lugar possível: no meio de uma reunião, no grupo do WhatsApp às onze da noite, num post-it que some. Duas semanas depois, alguém lembra vagamente que "tinha uma ideia boa para a padaria" e ninguém reconstrói qual era.
Os Sparks são o lugar onde isso para de acontecer. É o segundo cérebro da agência: você captura rápido, organiza depois e desenvolve quando houver tempo. Abra em Criativo & marketing › Sparks.
Espaços: onde as ideias moram
Antes dos sparks vêm os espaços — cada um um quadro próprio, com nome, descrição, cor e ícone. A separação existe para que a ideia de campanha da Padaria Pão Quente não se misture com a ideia de melhorar o processo interno da agência.
Cada espaço tem uma visibilidade:
Privado — só seu. É o rascunho, o que ainda não está pronto para virar conversa.
Time — a equipe participa.
Um espaço do time também pode ser compartilhado com pessoas específicas, com permissão de Visualizar, Comentar ou Editar. Espaços que saíram de uso podem ser arquivados — somem da lateral sem levar junto o que estava dentro.
Um arranjo que funciona bem: um espaço por cliente grande, um espaço "Agência" para melhorias internas e um privado para as suas anotações cruas.
Capturando um spark
A captura precisa ser rápida, senão você não usa. Dentro do quadro, cada coluna tem um campo de adição rápida no rodapé: escreva o título e pronto — o spark existe. Refina depois.
Quando quiser registrar com mais cuidado, o formulário completo tem:
Título — "O que você quer registrar?"
Conteúdo — o espaço para descrever a ideia, as hipóteses e os próximos passos.
Espaço e coluna inicial — sem escolher coluna, o spark cai no Inbox.
Projeto — opcional, e é o que liga a ideia ao cliente.
Tags — criadas na hora, digitando e apertando Enter.
O Inbox como destino padrão é proposital: capturar não deveria exigir decisão. Você joga a ideia lá e organiza na revisão.
O quadro
Cada espaço é um quadro com colunas suas, com nome, cor e um limite de itens opcional. Os sparks são arrastados entre colunas conforme amadurecem — algo como Inbox → Em curso → Vale a pena → Descartado.
Para achar o que precisa, o quadro filtra por tags, por projeto e por lembrete (Hoje, Esta semana, Vencidos), além da busca por texto. As tags têm um gerenciador próprio, para o catálogo não virar bagunça com quatro variações de "campanha".
Dentro de um spark
Ao abrir um spark, você encontra tudo o que ele acumulou:
Detalhes — o conteúdo em si e os campos.
Comentários — a discussão com quem tem acesso. É aqui que o brainstorm acontece, em vez de se perder no chat.
Anexos — referências, prints, PDFs.
Compartilhamento — quem enxerga aquele spark específico, com permissão de visualizar, comentar ou editar.
Notificações — o que você quer receber sobre ele.
Lembrete — detalhado abaixo.
Vinculadas — outros sparks conectados a este.
Tags e Atividade — a classificação e o histórico do que aconteceu.
Lembretes
Todo spark aceita um lembrete com data e hora, e há atalhos para os casos comuns: +1 hora, amanhã às 9h, próxima segunda às 9h. Lembretes vencidos aparecem sinalizados.
É o recurso para a ideia que depende de tempo: "retomar a promoção de Páscoa em fevereiro". Sem isso, ela só reaparece quando já passou a hora.
Sparks vinculados
Você pode vincular um spark a outro, buscando pelo título. O painel mostra os dois lados: o que este spark aponta e o que aponta para ele.
É assim que três ideias soltas viram uma linha de raciocínio — e você percebe que aquela sacada de agosto era a peça que faltava na campanha de novembro.
Ideias ligadas ao projeto
Quando o spark tem um projeto vinculado, ele aparece também dentro do projeto, na aba de ideias. E dá para criar ideias direto de lá, já amarradas àquele projeto.
Detalhe importante de privacidade: se existirem sparks privados de outras pessoas ligados àquele projeto, a aba avisa que há itens ocultos sem revelar o conteúdo. Privado é privado, mesmo quando o vínculo com o projeto existiria.
A revisão do que ficou parado
Todo sistema de ideias sofre do mesmo mal: o Inbox cresce e ninguém volta lá. A revisão semanal ataca isso listando os seus sparks dormentes — sem atualização há 30, 60 ou 90 dias, na janela que você escolher.
Com a lista na frente, você seleciona vários de uma vez e resolve em bloco: arquivar o que não faz mais sentido, restaurar o que voltou a interessar ou mover para a coluna inicial o que merece uma segunda chance.
Meia hora de revisão por mês mantém o quadro honesto. Sem ela, o segundo cérebro vira um sótão.
Como se conecta ao resto
Projetos — o vínculo que leva a ideia até o cliente certo, com aba própria dentro do projeto.
Tarefas — quando a ideia amadurece e vira trabalho com responsável e prazo.
Notificações — lembretes e novidades nos sparks que você acompanha.
Chat interno — a conversa rápida; o spark é onde ela fica registrada.
Para onde ir depois
Projetos — a aba de ideias dentro de cada projeto.
Tarefas — transformar a ideia aprovada em execução.
Notificações — ajustar o que chega até você.
Resumindo: crie espaços por assunto (privados ou do time), capture rápido pelo campo no rodapé da coluna deixando cair no Inbox, organize depois com colunas, tags e vínculo com o projeto, use lembretes para as ideias que dependem de data e faça a revisão dos sparks dormentes de tempos em tempos — é o que impede o segundo cérebro de virar depósito.