Se a empresa é o cliente, o projeto é o trabalho que você faz para ele. É a peça central do WiseData Agency: tarefas, arquivos, comentários, publicações em redes sociais, briefings, planos de mídia, faturas e relatórios — tudo pertence a um projeto.
E tem um efeito que passa despercebido no começo e vira o assunto mais importante depois: a equipe do projeto define quem enxerga o quê. Um funcionário não vê os projetos dos quais não participa. Montar a equipe certa não é organização, é controle de acesso.
Vamos usar um exemplo do início ao fim: a agência fechou com a Padaria Pão Quente um contrato mensal de social media, e vai criar o projeto Social Media — 2026.
Criando o projeto
Vá em Projetos & entregas › Projetos e clique em Novo projeto.
Informações do projeto
Nome do projeto e descrição — o nome aparece em relatórios, no portal do cliente e nas listas de tarefas. "Social Media — 2026" comunica; "Projeto 1" não.
Empresa — obrigatório. É o cliente dono do trabalho. Se a empresa ainda não existe, cadastre antes.
Tipo de projeto e tipo de contrato — as opções destas duas listas vêm das categorias personalizadas da sua agência. Se o tipo que você usa não está lá, você mesmo cria em Configurações; não fique preso a uma lista genérica.
Orçamento — o valor do contrato. É o que alimenta os relatórios de portfólio e a leitura de rentabilidade.
Status — Em andamento, Concluído, Pausado ou Cancelado.
Datas e fuso horário
Data de início é obrigatória; data de término é opcional, e isso é proposital: contratos recorrentes de social media, tráfego ou manutenção não têm data para acabar. Deixe em branco em vez de inventar um fim.
O fuso horário é o fuso de referência daquele projeto. Se você não escolher, ele herda o fuso da agência. Só mexa aqui quando o cliente estiver em outro fuso — é o que mantém os prazos coerentes com o dia de trabalho de quem recebe.
Gerente e equipe
O gerente é quem responde pelo projeto — pode ser você ou um funcionário. Em Membros da equipe, você adiciona quem trabalha nele.
Aqui é onde a decisão pesa. Para um funcionário, participar da equipe é o que dá acesso ao projeto e ao que está dentro dele. O designer que entra no Social Media — 2026 passa a ver as tarefas, os arquivos e os comentários daquele projeto — e continua sem ver os outros clientes da carteira.
Quando alguém sai da equipe, o cadastro não some: os membros inativos ficam listados à parte, preservando o histórico de quem participou.
Produtos e serviços contratados
Se a sua agência mantém um catálogo de produtos e serviços, dá para registrar aqui o que este contrato inclui — cada item com quantidade e recorrência: Única, Mensal, Trimestral ou Anual.
Um detalhe que evita discussão meses depois: o preço fica congelado no projeto. Se você reajustar o catálogo em janeiro, os contratos já fechados continuam com o valor combinado. Itens sem preço definido entram como "a combinar" e são contados à parte, sem sujar o total.
Quem não tem permissão para gerenciar produtos ainda vê o que foi contratado e a quantidade, mas não enxerga os preços. Dá para mostrar o escopo a quem executa sem expor a margem do contrato.
O que nasce junto com o projeto
Se a sua agência tem o chat interno disponível, ao salvar o projeto o sistema cria automaticamente um canal de chat dele e já coloca a equipe dentro. Ninguém precisa lembrar de abrir grupo para o cliente novo — a conversa do Social Media — 2026 nasce no lugar certo, ligada ao projeto.
As abas do projeto
Ao abrir um projeto, você encontra o trabalho inteiro organizado em abas. Algumas aparecem para todo mundo; outras dependem do plano da agência e da permissão de quem está olhando — por isso a sua tela pode ter menos abas que a de um colega.
Informações — o resumo: status, tipos, orçamento, datas, equipe e os produtos contratados.
Tarefas — as demandas do projeto, com responsável, prioridade, status e prazo.
Arquivos — o material trocado dentro do projeto.
Comentários — a discussão do projeto, separada da conversa de cada tarefa.
Redes Sociais — as publicações agendadas e publicadas para este cliente.
Sparks — as ideias levantadas para o projeto.
Faturas — as cobranças emitidas para este projeto.
Acessos — o cofre de credenciais (detalhado abaixo).
Briefings, Copies e Checklists — os materiais de campanha ligados a este cliente.
UTMs, URLs e Leads — os links rastreáveis do projeto e o que eles trouxeram.
Planos de mídia — o planejamento de investimento.
Histórico — tudo que aconteceu no projeto.
O ganho aqui não é ter as abas, é não precisar caçar. Quando o cliente liga perguntando do post de terça, do boleto e da senha do Instagram, as três respostas estão na mesma tela.
Acessos: o cofre de credenciais do cliente
Toda agência convive com o problema das senhas do cliente espalhadas em conversa, planilha e bloco de notas. A aba Acessos resolve isso: cada credencial tem nome, usuário, senha, URL e descrição, e as senhas ficam guardadas criptografadas.
O ponto mais importante vem em seguida: revelar uma senha fica registrado. O sistema guarda quem visualizou e quando, e cada acesso tem seu próprio histórico de auditoria. Isso muda a natureza da coisa — quando um perfil é alterado sem aviso, você não depende da memória de ninguém para saber quem esteve lá.
Vale a regra prática: cadastre no cofre, não repasse por mensagem. Quando alguém sai da equipe, você sabe exatamente a quais credenciais essa pessoa teve acesso.
Histórico: o que aconteceu e quando
A aba Histórico registra a vida do projeto — criação, edições, mudanças de status, entrada e saída de membros, comentários, envio de arquivos, fatura paga, exportação de PDF e visualização de senha.
É o que responde, sem atrito, às perguntas que costumam gerar discussão: quando esse projeto foi pausado, quem tirou o fulano da equipe, em que momento o valor mudou.
A lista de projetos
A tela principal mostra nome, responsável, orçamento, data de início e status, com busca no topo. Em cada projeto você pode visualizar, editar, ativar/desativar e exportar em PDF — útil para levar o resumo do projeto a uma reunião ou anexar a um contrato.
Quando um trabalho termina, o caminho normal é ajustar o status para Concluído e, se ele não deve mais aparecer no fluxo do dia a dia, desativar. O histórico, as tarefas e as faturas continuam intactos.
Limite do plano
Cada plano permite um número de projetos. Ao atingir o limite, você não consegue criar novos; os projetos mais antigos continuam editáveis e os que passaram do limite ficam em somente leitura — visíveis e utilizáveis, mas com a edição bloqueada e um aviso de upgrade. Assim como nas empresas, a contagem inclui os projetos inativos: desativar não libera vaga.
Como o projeto se conecta ao resto
Tarefas — nascem dentro do projeto e levam junto o registro de tempo, que vira relatório de horas.
Financeiro — as faturas apontam para o projeto, e o orçamento é a referência para saber se o contrato se paga.
Portal do cliente — o contato da empresa acompanha por ali os projetos dele, com tarefas, arquivos e comentários.
Chat interno — o canal do projeto, criado junto com ele.
Relatórios — portfólio, horas e produtos vendidos leem os dados dos projetos.
Para onde ir depois
Tarefas — como organizar o trabalho dentro do projeto.
Empresas — o cadastro do cliente, pré-requisito do projeto.
Funcionários — as permissões que, junto com a equipe do projeto, definem o que cada pessoa vê.
Produtos e serviços — o catálogo que alimenta o escopo contratado.
Portal do cliente — o que o cliente enxerga de cada projeto.
Resumindo: crie o projeto ligado à empresa, defina gestor e equipe (é a equipe que dá acesso ao funcionário), registre orçamento, datas e os produtos contratados com preço congelado, use o cofre de acessos em vez de mandar senha por mensagem, e acompanhe tudo pelas abas — de tarefas a faturas. O projeto é o ponto onde a operação inteira da agência se encontra.