Plano de mídia: a campanha decidida antes de gastar

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Campanha que começa sem plano escrito termina em discussão. Dois meses depois, o cliente lembra que a meta era vender; a agência lembra que era gerar reconhecimento de marca. Os dois estão convencidos, e não há nada em que apoiar a conversa.

O Plano de mídia é o documento que resolve isso antes de a verba sair. Abra em Utilitários › Plano de mídia.

Vamos montar o plano de lançamento das encomendas corporativas da Padaria Pão Quente, com R$ 8.000 para rodar em junho.

Como o plano se organiza

São dez blocos, e a ordem deles é a própria sequência de decisão de uma campanha. Cada um só faz sentido depois do anterior — decidir canal antes de definir público é o erro que faz verba ir para o lugar errado.

No topo ficam o Título do plano de mídia e o Projeto ao qual ele pertence.

1. Objetivo da campanha

  • Tipo de objetivo — vendas, leads, branding, tráfego.

  • Meta quantificável — "Gerar 200 leads com CPL ≤ R$ 20".

A meta quantificável é o campo mais importante do plano inteiro. "Aumentar as vendas" não é meta — é desejo, e não pode ser cumprido nem descumprido. Um número com prazo pode. É ele que, no fim da campanha, define se deu certo.

2. Público-alvo

  • Persona — quem você quer atingir.

  • Segmentações — demográfica, comportamental, geográfica.

  • Fontes de audiência — lookalike, base própria, visitantes do site.

As fontes de audiência costumam ser esquecidas no planejamento e decididas na correria do setup. É um erro caro: público frio e base própria têm custos de conversão muito diferentes, e misturar os dois numa mesma verba impede saber qual funcionou.

3. Orçamento

  • Orçamento total.

  • Distribuição por canal — "Facebook 40%, Google 30%, Instagram 30%".

  • Custo por resultado estimado — CPL, CPA, CPC esperados.

Escrever o custo por resultado estimado antes de começar é o que transforma o relatório final em avaliação, e não em narrativa. Se você previu CPL de R$ 20 e entregou R$ 14, isso é resultado demonstrável. Sem a estimativa registrada, R$ 14 é só um número que a agência apresenta como bom.

4. Cronograma

  • Data de início e Data de término.

  • Fases — "Pré-lançamento (01–10/05), Lançamento (11–20/05), Sustentação (21–31/05)".

  • Datas importantes — Black Friday, aniversário da marca, sazonalidades.

5. Canais e plataformas

  • Canais selecionados.

  • Justificativa por canal — "Instagram: maior afinidade com a persona definida".

  • Link para benchmark ou histórico.

A justificativa é o campo que separa plano de lista. Ela obriga a responder por que aquele canal, e é o que sustenta a conversa quando o cliente pergunta por que não estamos no TikTok. Também protege a agência de repetir por inércia o mix do ano passado.

6. Formatos de anúncio

  • Tipo — vídeo, imagem, carrossel, display.

  • Tamanhos — 1080x1920, 1200x628.

  • Quantidade de peças criativas por canal.

  • CTA padrão por tipo de anúncio.

A quantidade de peças por canal é o campo que a equipe de criação agradece: é dele que sai o volume real de trabalho. Plano que diz "vamos rodar no Instagram e no Facebook" sem número de peças vira briefing surpresa três dias antes de subir a campanha.

7. Métricas e KPIs definidos

  • Indicadores a serem acompanhados — CPC, CPM, CTR, CPL, CPA, ROAS.

  • Metas estimadas por KPI — "CPC < R$ 0,50; CTR > 2%; CPL < R$ 20".

Escolher poucos indicadores é melhor que listar todos. Campanha com doze KPIs não tem prioridade: quando o CTR sobe e o CPL piora, ninguém sabe se foi bom ou ruim.

8. Testes planejados

  • Testes A/B de criativos — "headline emocional vs. racional".

  • Teste de público — "frio vs. lookalike vs. remarketing".

  • Teste de formatos — "vídeo vs. imagem".

Planejar o teste antes evita o vício mais comum da mídia paga: rodar tudo ao mesmo tempo, ver um resultado bom e não saber o que o causou. Teste decidido no plano é aprendizado que fica para a próxima campanha.

9. Integrações e infraestrutura

  • Pixel e eventos necessários.

  • UTMs planejadas.

  • Ferramentas conectadas — CRM, Analytics, painéis.

Este bloco é a checagem que salva a campanha. Pixel não instalado ou evento de conversão faltando significa rodar duas semanas sem conseguir medir nada — e o dinheiro gasto nesse período é irrecuperável como aprendizado. Conferir aqui, antes de subir, custa uma hora.

As UTMs planejadas conversam diretamente com o UTM Builder: o que você define aqui é o que deve ser montado lá, com a mesma nomenclatura.

10. Observações e anexos

Campo livre e os arquivos de apoio — briefing em PDF, planilhas, rascunhos de criativo. São aceitos PDF, DOC, DOCX, XLS, XLSX, JPG e PNG, até 20 MB por arquivo e no máximo 10 arquivos.

O plano como documento de aprovação

Cada plano pode ser exportado em PDF, e é aí que ele deixa de ser controle interno e vira peça comercial.

Mandar esse documento antes de começar muda a relação com o cliente por três motivos: o valor da verba aparece ao lado do que ela vai comprar; a meta fica registrada com número; e a aprovação passa a ser de um plano, não de uma ideia conversada por telefone. Quando a campanha termina, a comparação é direta — planejado contra realizado.

A lista e o vínculo com o projeto

A listagem mostra título, objetivo, projeto, quem criou e a data, com as ações de visualizar, editar, exportar PDF e excluir.

Vincular ao projeto mantém os planos organizados por conta, e faz o acervo virar histórico: no ano seguinte, o plano de junho passado é o melhor ponto de partida para a campanha de junho — com as estimativas que você mesmo escreveu e sabe se foram cumpridas.

Como se conecta ao resto

  • Projetos — a conta a que a campanha pertence.

  • UTM Builder — onde as UTMs planejadas são efetivamente montadas.

  • Briefing de campanha — o documento que antecede e alimenta o plano.

  • Construtor de Personas — de onde pode vir a definição de público.

Para onde ir depois

  • Briefing de campanha — o que vem antes do plano.

  • UTM Builder — os links de rastreamento.

  • Relatórios de redes sociais — a leitura do que foi entregue.


Resumindo: preencha os dez blocos na ordem — objetivo antes de público, público antes de canal — e trate a meta quantificável e o custo por resultado estimado como os campos que decidem o valor do plano inteiro: são eles que permitem avaliar a campanha no fim em vez de narrá-la. Justifique cada canal, defina a quantidade de peças para a criação não ser pega de surpresa, planeje os testes antes de rodar tudo junto, e confira pixel e eventos antes de subir. Exporte em PDF e aprove com o cliente antes de a verba sair.

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