Toda agência tem aquele cliente que "dá trabalho". A conversa costuma parar aí, na impressão. O controle de tempo transforma a impressão em número: quantas horas a Padaria Pão Quente consumiu neste mês, quem gastou essas horas e em quê.
É a informação que sustenta as decisões difíceis — reajustar um contrato, redistribuir a equipe, recusar um escopo. Sem ela, a agência negocia no escuro.
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As duas formas de registrar
Cronômetro
Clique em Iniciar timer, escreva no que você vai trabalhar e comece. Enquanto ele roda, você pode pausar e retomar — a pausa congela a contagem sem encerrar o registro, que é o comportamento certo para a interrupção de vinte minutos no meio da tarde.
Você tem um cronômetro ativo por vez. Não é limitação técnica, é honestidade: ninguém trabalha em duas coisas ao mesmo tempo, e dois timers correndo juntos produziriam um relatório que soma mais horas do que o dia tem.
Lançamento manual
Para o que você esqueceu de cronometrar — quase sempre a reunião —, use Lançar manual: informe início, fim e uma descrição do que foi feito.
A descrição é obrigatória de propósito. Um lançamento de três horas sem descrição é inútil no fechamento do mês: ninguém lembra, e a linha vira ruído no relatório do cliente.
O que o sistema não aceita
Horário futuro — não dá para lançar tempo que ainda não aconteceu.
Fim antes do início.
Mais de 30 dias para trás — o retroativo tem limite. Registro feito dois meses depois é chute, e chute contamina o relatório que embasa a renegociação do contrato.
Tempo ligado à tarefa
O registro pode ser vinculado a uma tarefa, e é isso que faz as horas chegarem ao projeto e ao cliente certos. Algumas tarefas não aceitam cronômetro:
Tarefas já concluídas, canceladas ou arquivadas — o trabalho terminou.
Tarefas bloqueadas por dependência — se ela ainda não pode começar, não há o que cronometrar.
Vale também a regra de acesso de sempre: um funcionário só registra tempo em tarefas dos projetos de que participa ou que foram atribuídas a ele.
Acompanhando o seu tempo
No topo da tela ficam dois totais: Hoje e Esta semana. Se houver um cronômetro rodando, ele já entra na conta — o número na tela é o tempo real, não o tempo até o último registro fechado.
Abaixo, seus registros, com busca por tarefa, projeto ou descrição e filtro por período. É por aqui que você reconstrói a sexta-feira antes de fechar as horas do mês.
Um detalhe que evita susto: se um usuário é desativado com o cronômetro rodando, o sistema encerra o registro automaticamente e marca que foi encerramento automático. Nada fica correndo indefinidamente por causa de um desligamento.
O tempo da equipe
Quem tem acesso à visão de equipe consulta os registros de todos os membros, não apenas os próprios. É a tela para conferir se o time está lançando o tempo — porque relatório de horas com metade da equipe esquecendo de registrar não serve para decisão nenhuma.
Relatórios de tempo
Em Relatórios de tempo, os registros viram leitura de negócio, no período que você escolher:
Total de horas, quantidade de registros e membros ativos — o panorama do período.
Horas por funcionário — como o esforço se distribui pela equipe.
Horas por projeto — o número que interessa na hora de renegociar. Se o Social Media — 2026 da padaria custa R$ 3.000 por mês e consumiu 60 horas, você tem a conta na frente.
Tendência diária — a evolução ao longo do período, útil para enxergar picos e semanas atípicas.
Tarefas com mais tempo registrado — onde o esforço realmente foi parar, no detalhe.
A leitura mais valiosa nasce do cruzamento entre "horas por projeto" e o orçamento do contrato. É como se descobre que o cliente pequeno e simpático consome mais equipe que o cliente grande — e que a conta não fecha há quatro meses.
Como se conecta ao resto
Tarefas — a origem do registro; é o vínculo com a tarefa que leva a hora até o projeto certo.
Projetos — o orçamento do projeto é o outro lado da conta das horas.
Minha Mesa — a aba Tempo mostra a sua semana em gráfico, com detalhamento por dia.
Relatórios — as horas alimentam a leitura de produtividade da agência.
Para onde ir depois
Tarefas — onde o cronômetro é acionado no dia a dia.
Minha Mesa — sua semana de trabalho em uma tela.
Projetos — orçamento e contrato, o outro lado da conta.
Relatórios — as demais leituras da operação.
Resumindo: registre pelo cronômetro (com pausa quando for interrompido) ou por lançamento manual com descrição, respeitando o limite de 30 dias retroativos; vincule o tempo à tarefa para que ele chegue ao projeto certo; acompanhe os totais de hoje e da semana; e use os relatórios de horas por projeto e por pessoa para descobrir quais contratos estão saindo mais caros do que foram vendidos.